A temporada de gripe em Portugal 2025–2026 começou de forma antecipada, com um aumento significativo das infeções respiratórias sazonais observado já no início do inverno. De acordo com os boletins do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), nota-se uma intensificação da atividade gripal tanto na população adulta como entre crianças, refletindo um padrão semelhante ao que se regista noutros países europeus. A antecipação do pico sazonal é motivo de atenção, sobretudo porque poderá coincidir com o período natalício — uma fase marcada por encontros familiares frequentes e maior mobilidade dentro do país.
Neste contexto, torna-se especialmente importante acompanhar as orientações das autoridades de saúde portuguesas, reconhecer os sintomas da gripe e saber quando procurar aconselhamento médico. A circulação precoce do vírus sugere que a temporada 2025–2026 poderá ser mais intensa e exigir maior vigilância, sobretudo por parte dos grupos mais vulneráveis.
Este artigo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Em caso de sintomas, procura avaliação médica.
Situação epidemiológica atual da gripe em Portugal
De acordo com os relatórios mais recentes do INSA e com o sistema nacional de vigilância da gripe (Rede Médicos-Sentinela), Portugal regista um aumento contínuo nas infeções por vírus influenza e outras viroses respiratórias. As unidades de saúde, incluindo centros de saúde e serviços de atendimento não programado, reportam um crescimento das consultas relacionadas com febre alta, tosse, dores musculares, dores de cabeça e cansaço intenso — sintomas típicos da gripe.
Várias regiões, como Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Centro, apresentam atividade gripal significativa, reforçando o alerta das autoridades de saúde. A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda medidas adicionais de proteção, sobretudo em ambientes onde se encontrem pessoas idosas, grávidas ou com doenças crónicas. As orientações incluem o uso de máscara em serviços de saúde, cuidados acrescidos em lares e a adoção de práticas de higiene respiratória.
O aumento da procura nos cuidados primários leva muitas pessoas a optar por consultas médicas à distância. Em caso de sintomas, é possível recorrer a uma avaliação online com um médico de medicina geral, que pode ajudar a interpretar o quadro e orientar sobre os próximos passos.
Nova variante do vírus: porque é que a temporada 2025–2026 avança mais rapidamente
A onda gripal 2025–2026 em Portugal acompanha a tendência europeia marcada pela predominância da variante A(H3N2). Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), este subtipo é conhecido pela elevada capacidade de transmissão em espaços fechados e ambientes de convívio prolongado. Isto explica porque várias escolas, empresas e estruturas de cuidados a crianças estão a reportar surtos mais frequentes.
Os médicos em Portugal têm observado um aumento das infeções sobretudo entre crianças pequenas e pessoas idosas — dois grupos particularmente vulneráveis a complicações como bronquite, pneumonia ou agravamentos de doenças pré-existentes. Além disso, as oscilações de temperatura típicas do inverno português, com alternância entre períodos húmidos e frios, criam condições favoráveis à rápida disseminação do vírus.
O ECDC destaca que a conjugação entre a mobilidade sazonal, maior número de eventos sociais em dezembro e a circulação de H3N2 justificam uma vigilância reforçada nesta fase da temporada.
Sustentação técnica e recomendações da DGS: porque acelerar a vacinação
Perante uma onda precoce, a vacinação continua a ser a forma mais eficaz de reduzir o risco de doença grave. As orientações atualizadas da DGS reforçam que a vacina mantém utilidade mesmo após o início da circulação sazonal, contribuindo para diminuir hospitalizações, complicações e transmissão a pessoas vulneráveis.
Em Portugal, a vacinação é particularmente recomendada para:
- pessoas com 60 anos ou mais;
- grávidas;
- crianças com doenças crónicas ou condições de risco;
- doentes respiratórios crónicos, incluindo asma e DPOC;
- pessoas com diabetes ou doenças cardiovasculares;
- pessoas imunodeprimidas;
- profissionais de saúde, cuidadores formais e informais.
Sintomas mais frequentes incluem:
- febre alta (muitas vezes acima de 38,5 °C);
- arrepios e dores musculares;
- cansaço extremo com duração de vários dias;
- tosse seca ou dolorosa;
- dor de cabeça;
- dor de garganta;
- nas crianças: náuseas, vómitos, diminuição do apetite.
Importa também lembrar que a COVID-19 continua presente e, em alguns casos, pode originar sintomas semelhantes. Quando há dúvidas, uma consulta online com um médico de medicina geral pode ajudar a esclarecer.
Prevenção da gripe: medidas que realmente funcionam
Embora não seja possível eliminar totalmente o risco de infeção, algumas medidas simples ajudam a reduzir significativamente a probabilidade de contágio.
Uso de máscara em serviços de saúde
A DGS recomenda o uso de máscara em hospitais, centros de saúde, lares e durante visitas a pessoas com doenças crónicas. O vírus transmite-se sobretudo por gotículas respiratórias, e a máscara continua a ser eficaz em ambientes de risco aumentado.
Higiene das mãos e etiqueta respiratória
Lavar as mãos com frequência, utilizar solução alcoólica e cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar são medidas essenciais — tanto para a gripe como para outros vírus sazonais.
Ventilação de espaços interiores
Durante o inverno, muitas casas e espaços públicos permanecem fechados com aquecimento ligado. Ventilar regularmente é fundamental para diminuir a concentração de partículas virais no ar.
Precauções durante encontros festivos
O Natal e o Ano Novo são períodos tradicionalmente associados a maior convívio. Se alguém apresentar sintomas, é aconselhável limitar o contacto com idosos e pessoas vulneráveis.
O que fazer quando surgem sintomas de gripe
A maioria dos casos pode ser gerida em casa, seguindo medidas simples de tratamento da gripe em casa, desde que se respeitem orientações clinicamente adequadas:
- Hidratação regular. A desidratação agrava os sintomas.
- Uso de antipiréticos se necessário. Ajuda a controlar a febre e o desconforto.
- Descanso. Essencial para recuperação.
- Evitar antibióticos. Não atuam contra vírus.
- Evitar contacto próximo com outras pessoas. A contagiosidade é maior nas primeiras 48 horas.
- a febre durar mais de três dias;
- houver dificuldade respiratória;
- aparecer dor no peito ou desorientação;
- a criança mostrar sinais de desidratação.
- têm maior eficácia quando iniciados nas primeiras 48 horas;
- são preferencialmente indicados a idosos, grávidas, doentes crónicos e pessoas imunodeprimidas;
- só devem ser prescritos por um médico;
- não são recomendados para automedicação.
- dificuldade em respirar;
- confusão ou sonolência excessiva;
- queda significativa da tensão arterial;
- febre superior a 39 °C sem resposta ao tratamento;
- dor intensa no peito;
- agravamento súbito de doença crónica.
Através da Oladoctor é possível encontrar médicos online que podem:
- obter avaliação de sintomas;
- receber recomendações sobre tratamento;
- esclarecer dúvidas sobre vacinação;
- ser orientado sobre quando procurar cuidados presenciais.
A atividade gripal mantém uma tendência crescente e prevê-se que o pico possa ocorrer entre dezembro e janeiro, coincidindo com o período de maior convívio social. Os grupos mais afetados incluem crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas, que apresentam maior risco de complicações, como pneumonia ou descompensação de patologias pré-existentes. A DGS recomenda vigilância reforçada e medidas preventivas durante toda a época gripal.
2. Quais são os sintomas mais comuns da gripe e como distingui-los de uma constipação?
Os sintomas da gripe surgem de forma súbita e intensa, muitas vezes ao longo de poucas horas. Os mais frequentes incluem febre alta (geralmente acima de 38,5 °C), dores musculares marcadas, arrepios, tosse seca, dor de garganta, dor de cabeça e fadiga extrema. Em crianças, podem ainda ocorrer vómitos, náuseas e perda de apetite.
A constipação, por sua vez, desenvolve-se lentamente e tende a causar sintomas mais ligeiros, como congestão nasal, espirros e tosse leve, habitualmente sem febre alta. Uma diferença importante é a intensidade: na gripe, o mal-estar é mais forte e afeta significativamente a capacidade de realizar atividades diárias.
Em 2025–2026, devido à circulação da variante H3N2, os médicos relatam que os primeiros 1–2 dias da gripe tendem a ser particularmente agressivos, com febre e cansaço mais acentuados. Quando existe dúvida entre gripe, constipação ou COVID-19, a recomendação é procurar avaliação médica.
3. A vacinação contra a gripe ainda compensa se a temporada já começou?
Sim. As autoridades de saúde portuguesas sublinham que a vacinação continua a ser eficaz mesmo após o início ativo da temporada gripal. A vacina reduz a possibilidade de doença grave, hospitalização e complicações — especialmente em pessoas idosas, grávidas, crianças com condições médicas, doentes crónicos e indivíduos com imunidade reduzida.
A vacinação tardia (em dezembro, janeiro ou até fevereiro) é particularmente útil numa temporada como 2025–2026, marcada pela circulação precoce do subtipo H3N2 e pela previsão de uma onda prolongada. Mesmo que a exposição ao vírus já tenha acontecido, a vacina pode reduzir a severidade da doença.
Em caso de dúvidas sobre elegibilidade, interações, doenças crónicas ou histórico clínico, é recomendado discutir o tema com um profissional de saúde — por exemplo, numa consulta online de medicina familiar.
4. É recomendado usar máscara durante a onda de gripe em Portugal?
O uso de máscara continua a ser recomendado em vários contextos durante períodos de elevada transmissão da gripe. A DGS aconselha a sua utilização em centros de saúde, hospitais, lares, estruturas residenciais para idosos e durante visitas a pessoas imunodeprimidas ou com doenças crónicas.
A máscara fornece proteção adicional ao reduzir a transmissão de gotículas respiratórias — a principal via de contágio da gripe e de outras viroses sazonais. Em ambientes fechados com pouca ventilação, como transportes públicos, salas de espera ou grandes superfícies comerciais, o uso voluntário de máscara pode diminuir significativamente o risco de infeção.
Para quem apresenta sintomas de gripe, utilizar máscara é especialmente importante para evitar transmitir o vírus a outras pessoas.
5. Quando devo procurar um médico por sintomas de gripe?
A maioria das infeções gripais pode ser tratada em casa, mas é fundamental saber identificar sinais de alarme que justificam avaliação médica rápida. Deves procurar um médico se:
- a febre persistir por mais de três dias;
- tiveres dificuldade em respirar ou sensação de falta de ar;
- sentires dor intensa no peito;
- notares confusão, sonolência excessiva ou alteração do estado de consciência;
- ocorrer desidratação (especialmente em crianças e idosos);
- houver agravamento repentino de uma doença crónica.
É importante reforçar que não devem ser tomados sem prescrição médica. O médico avaliará o teu histórico clínico, outras medicações e doenças prévias antes de decidir se o tratamento antiviral é adequado. A automedicação pode ser ineficaz ou até prejudicial.
Mesmo quando antivirais são usados, continuam a ser essenciais medidas como descanso, hidratação, controlo da febre e vigilância dos sintomas.
7. Quanto tempo dura a gripe e quando deixo de ser contagioso?
A gripe costuma durar entre 5 e 7 dias na maioria dos adultos saudáveis, embora a fadiga possa persistir durante mais tempo. Em crianças e pessoas mais vulneráveis, o período sintomático pode ser superior.
No que diz respeito à transmissão, os doentes são mais contagiosos nas primeiras 48 horas — precisamente quando a febre e o mal-estar são mais intensos. No entanto, podem transmitir o vírus até 5–7 dias após o início dos sintomas. Em crianças pequenas e pessoas imunodeprimidas, este período pode ser mais prolongado.
Respeitar o isolamento quando possível, usar máscara e evitar contacto próximo durante os primeiros dias ajuda a reduzir a disseminação do vírus.
8. Quais são as complicações mais comuns da gripe em Portugal?
A gripe pode causar complicações graves, sobretudo em grupos vulneráveis. As mais frequentes incluem:
- pneumonia viral ou bacteriana;
- bronquite ou agravamento de doenças respiratórias crónicas (asma, DPOC);
- descompensação cardíaca;
- desidratação grave;
- otite média e sinusite (sobretudo em crianças);
- agravamento de diabetes e outras doenças crónicas.



